HG e SoniCardio realizam I Simpósio do Programa de Residência Médica em Cardiologia

Grandes profissionais da medicina cardiovascular se encontraram neste final de semana, no I Simpósio do Programa de Residência Médica em Cardiologia, que ocorreu no Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG). 

O evento foi realizado pela equipe de Residência Médica do HG, em parceria com a SoniCardio, onde o tema principal foi ‘Insuficiência Cardíaca: da Fisiopatologia ao Transplante’. 

O coordenador da Residência Médica em Cardiologia, Dr. Danilo Arruda explica que as doenças cardiovasculares são responsáveis por 30% das mortes em todo o mundo. “Para prevenir as doenças cardíacas, as pessoas precisam diminuir a ingestão de sal, ter uma alimentação mais adequada e fazer exercícios físicos”, indica o médico.


O palestrante, Dr. Flávio Brito relatou que a insuficiência cardíaca é altamente prevalente, como essas outras doenças, por exemplo, câncer de mama, pulmão, próstata. Os últimos dados disponíveis indicam que 23 milhões de pessoas no mundo são hoje portadoras de insuficiência cardíaca.

“Precisamos mostrar para a população que algumas doenças crônicas podem causar a insuficiência, entre elas hipertensão arterial, doença arterial coronariana, diabetes, insuficiência renal crônica, obesidade e até depressão”, destaca Brito. 

Dr. Flávio explica que apesar de dados tão assustadores, tem um medicamento novo no mercado que está ajudando muito a forma como a enfermidade é tratada e encarada. “Esse remédio tem dois princípios ativos combinados. Com isso, ele derrubou em 20% o risco de morte súbita e em 21% a taxa de hospitalização”.

Outro palestrante do Simpósio foi o cardiologista, Dirceu Rodrigues Almeida, da Universidade Federal de São Paulo. Ele disse que colesterol alto e diabetes também preocupam, uma vez que estão por trás da formação de placas de gordura nas artérias do coração. Elas progridem aos poucos, até fecharem a passagem do líquido vermelho e levam a um infarto. Aqueles que sobrevivem à pane ficam com uma cicatriz no músculo cardíaco, o que dificulta pra valer a contração e o relaxamento.

O cardiologista, Dr. Dirceu Almeida conta que para tratar (ou prevenir) a insuficiência cardíaca é preciso mudar o estilo de vida. Ao adotar hábitos saudáveis dá para evitar que a enfermidade ganhe traços dramáticos. “É essencial emagrecer e restringir o consumo de gordura e açúcar”, exemplifica.

Almeida relata que a insuficiência cardíaca é uma doença que reduz a expectativa de vida. A partir do diagnóstico, cerca de 50% dos pacientes morrem em até cinco anos. Pessoas que têm sintomas graves ou que tiveram internações por algum problema cardiovascular apresentam taxa de sobrevida ainda menor: 50% morrem após um ano. Além disso, sofrem com internações frequentes.

O DataSUS registrou em apenas um ano 219 mil internações por essa condição. Além de ser a principal causa de hospitalização de pessoas acima de 65 anos, sua taxa de mortalidade está acima da média de vários tipos de câncer.

O HG é referência estadual pelo Ministério da Saúde em Cardiologia Clínica, Cirurgia Cardiovascular, Estudo eletrofisiológico e Cardiologia Intervencionista.

Fonte: Soraya Medeiros

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