Infectologista alerta sobre a hanseníase

A hanseníase é uma doença contagiosa, transmitida pela saliva ou pelas secreções do nariz, o que acende o alerta para quem convive com os infectados.  Com o intuito de conscientizar a população para a prevenção e o tratamento correto da doença, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Janeiro Roxo”, com ações educativas em todos os estados brasileiros.

A infectologista do Hospital Geral, Kadja Samara Souza disse que é de extrema importância sensibilizar e conscientizar a população para esta doença que ainda acomete cerca de 25 mil brasileiros por ano, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. A maior incidência está nos estados do Mato Grosso, Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí.

A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa, transmissível e curável que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, mas, também, pode afetar outros órgãos, como o fígado e os olhos.

A infectologista esclarece que a doença é causada por um micróbio que ataca a pele e a mucosa nasal e sua transmissão acontece através das vias respiratórias, caso o portador não esteja em tratamento. Ela disse também que o tempo de incubação varia de dois a cinco anos. “Um dos primeiros efeitos da hanseníase, devido ao acometimento dos nervos, é a perda da sensação térmica, definida como a incapacidade de diferenciação entre o quente e o frio no local afetado”.

Kadja alerta que procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. “A hanseníase tem cura, e tratamento através do Sistema Único de Saúde (SUS). A medicação é gratuita e pode ser retirada nos postos de saúde. O tratamento varia de seis meses a um ano”.

Tratamento

A infectologista explica que o tratamento da hanseníase é por via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos, sendo denominado de poliquimioterapia. “É importante também que as mães vacinem seus filhos com a BCG nos primeiros meses de vida”.

Kadja destaca que aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Por isso, é fundamental fazer o tratamento corretamente. “A adesão ao tratamento garantirá a cura da doença e a prevenção de complicações pertinentes”.

Fonte: Soraya Medeiros

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