Você sabia que a endometriose atinge cerca de 15% das mulheres em fase reprodutiva

Rosângela Silva, 42 anos, descobriu a sete anos que tinha endometriose. Passou por vários exames para descobrir que estava com a doença. “Minha ginecologista, na época, desconfiou de endometriose e pediu um exame mais detalhado e o resultado deu positivo”, disse.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a doença atinge 15% das mulheres brasileiras com idade entre 15 e 45 anos, ou seja, cerca de sete milhões de brasileiras. Dessas, cerca de 10% não têm os sintomas do problema, por isso muitas só descobrem quando encontram dificuldade para engravidar. A doença não tem cura, mas tem tratamento.

De acordo com o ginecologista do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá, Alexandre Maitelli, a doença pode ser classificada como leve, moderada e grave. À medida que a doença não é tratada, ela pode evoluir, fazendo com que as mulheres sintam dores mais intensas, inclusive nas relações sexuais. Ele aproveita para falar também sobre a infertilidade. “Isso acontece quando a doença não é tratada adequadamente ou não diagnosticada podendo levar a obstrução das trompas. É essa obstrução que impede a passagem do espermatozoide e a fecundação”, esclarece.

Maitelli destaca que além das cólicas e da dificuldade para engravidar, a endometriose pode causar problemas intestinais ou urinários durante a menstruação, tais como dificuldade e dor para evacuar.

Outros sintomas são: dor menstrual, sangramento menstrual intenso ou irregular, fadiga e dor pélvica crônica. Mas esses sintomas nem sempre são sentidos, algumas mulheres não percebem nenhum desconforto, o que faz a doença silenciosa, atrasando o diagnóstico.

Maitelli afirma que diante da suspeita de endometriose, a avaliação ginecológica é o primeiro passo para o diagnóstico, por isso é necessário ir ao ginecologista a cada seis meses e fazer os exames periodicamente.

Fonte: Soraya Medeiros

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